Quando fiz um post sobre o caso Telefonica x KMax, defendi que duas questões deveriam ser levantadas sobre o caso; se a culpa pelo vazamento das informações em questão era da Telefonica que não tomou os devidos cuidados na proteção para os dados de seus clientes e teve um sistema acessado de forma indevida, ou se era de um programador que identificou a falha e errou ao adotar uma política que quase pode ser chamada de full disclosure?
A linha de defesa que adotada no processo começou da seguinte forma:
O especialista afirma que diversas empresas não enxergam a importância dos hackers verdadeiros, que descobrem falhas de segurança e notificam os administradores de sistemas dessas companhias. “Em alguns casos, eles chegam a receber contra si um processo criminal envolvendo a chamada criação de alarde”, explica.
KMax publicou dados parciais de clientes da Telefônica em um site provisório que, segundo seu advogado, funcionaria como uma prova de conceito. Recurso utilizado por hackers para demonstrar a existência dos problemas.
Provas de conceito de vulnerabilidades são apresentadas em conferências de segurança, sites sobre o assunto e fóruns públicos, onde normalmente as pessoas se protegem atrás de um nickname para garantir a sua privacidade e se proteger de retaliações desta natureza.
Na última Defcon o assunto veio à tona e trouxe o debate de até onde podem ir as empresas nesta questão: as vulnerabilidades devem ser levadas à público como forma de pressionar em busca de uma correção adequada ou mantidas como segredo para que o fabricante faça isso de forma reservada e uma janela de ataque fique aberta?
Bela questão para um debate mais profundo, quem se arrisca? A notícia publicada na Info pode ser lida na íntegra aqui.
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