Dec 18 2008
Penetration Test, sempre questionado

Nos últimos dias li duas matérias complementares sobre o futuro do penetration test. A primeira foi escrita com base em uma declaração de Brian Chess, da Fortify, que prediz a morte desta linha de serviços em 2009 e a sua substituição por processos de monitoramento como a escolha das empresas para a manutenção dos controles de segurança dentro do que é aceitável. Em seguida, Ivan Arce, da Core Security, escreveu um texto irônico, sarcástico e sensacional defendendo o oposto.
Eu acredito em uma coisa básica; o penetration test é a única ferramenta que testa os controles de segurança de uma forma real, sem discussões intermináveis sobre valor de ativos ou politicagem em cima do que determinado gerente quer fazer dentro da área de tecnologia. O penetration test é técnico, os resultados são baseados em evidências e as recomendações à prova de puxada de sardinha, pois levam a aspectos de configuração de componentes ou desenho de soluções.
Agora, por outro lado, dizer que o penetration test é a solução para analisar todos os aspectos de segurança de um ambiente, é mais uma falácia que cai no mesmo saco de conceitos natimortos do firewall-solução-para-tudo e do GRC-achei-a-bala-de-prata. É só mais uma ferramenta, que deve ser usada com critérios adequados e dentro de um processo para proteger o escopo em questão de forma real e prática.
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