Feb 22 2008

Plano de Contingência … hein?

Published by eduardo at 4:27 pm under Notícias

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 Passei essa semana longe de casa, e quando fiz um complicado vôo internacional de duas conexões, a TAM conseguiu mudar o meu plano de vôo e perder a minha mala porque não houve algo simples entre os aeroportos de Curitiba e Guarulhos: troca de informações. ”

Nos EUA as empresas estão tentando mudar este cenário, notem os últimos parágrafos da matéria, onde o autor questiona “No entanto, por outro lado, as melhorias são preocupantes porque trazem à tona a estratégia relativamente primitiva do setor para lidar com as interrupções de serviços. “Por que demoraram tanto?”.

Em relação ao meu vôo, paguei econômica e fui de Primeira Classe. Nada mal para quem reclama tanto da TAM e ainda insiste em acreditar que a empresa pode ficar boa um dia …

Empresas aéreas dos EUA investem em sistemas para reduzir atrasos

Promessas serão testadas com o início da temporada de viagens no país. No final de 2006, American Airlines chegou a controlar aviões usando bloco de papel.

A qualquer momento do dia, as potentes redes de computadores do setor aéreo estão definindo tarifas, monitorando reservas e calculando a quantidade de combustível necessária para cada avião chegar ao seu destino.

Mas quando uma tempestade fechou o aeroporto internacional Dallas-Fort Worth no dia 29 de dezembro do ano passado, obrigando a American Airlines a desviar 130 aviões para outros aeroportos da região, qual sistema de alta tecnologia entrou em ação na maior companhia aérea do mundo? “Um bloco de papel”, disse Don Dillman, diretor administrativo da central de operações da American aqui, onde os controladores direcionam vôos do mundo inteiro.

Na ausência de qualquer sistema de ponta para acompanhar todos aqueles aviões com rotas desviadas, Dillman e seus colegas, ensandecidos, rabiscavam às pressas os detalhes sobre o destino desses aviões, quanto tempo permaneceram parados nesses locais e se os pilotos tinham tempo suficiente de acordo com seus limites diários de trabalho para continuarem voando quando o tempo voltou a abrir. O saldo: 44 desses aviões ficaram estacionados na pista por mais de quatro horas.

Esse episódio, entre outros, incluindo o mesmo problema ocorrido com a JetBlue Airways, com 21 aviões estacionados sem decolar por mais de quatro horas em Nova York em fevereiro, expôs as fragilidades do setor e disparou protestos dos consumidores e pedidos de regulamentações mais rígidas no setor aéreo.

Fez ainda com que muitas companhias aéreas entrassem em um delírio de programação de computadores a fim de reduzir os constrangedores lapsos de serviços. Agora, depois de atualizarem seus softwares, as companhias aéreas alegam que conseguirão cumprir as promessas de não encurralar passageiros dentro de aviões parados.

Essas promessas serão testadas com o início da temporada de viagens dos feriados de fim de ano e com as tempestades de inverno atingindo aeroportos de todo os Estados Unidos.

Melhorias
As melhorias tecnológicas da American são, num certo sentido, promissoras. Caneta e papel foram substituídos por programas de computador que exibem informações de vôos de uma maneira que deve ajudar a evitar longas esperas nas pistas e as outras interrupções nos serviços que tanto enfurecem os passageiros. Os gerentes da cúpula agora também recebem automaticamente mensagens de texto quando as coisas começam a ficar desordenadas.

Foram feitas melhorias semelhantes na JetBlue e na United Airlines. Outras grandes empresas possuem softwares parecidos ou estão no processo de adquiri-los, segundo afirmam.

No entanto, por outro lado, as melhorias são preocupantes porque trazem à tona a estratégia relativamente primitiva do setor para lidar com as interrupções de serviços. “Por que demoraram tanto?”, disse Mark Mogel, engenheiro de software aposentado que ficou dentro de um avião parado na pista durante cinco horas em um vôo da American em 2001. Depois do incidente, ele se uniu a outros passageiros que haviam passado pela mesma experiência para fazer lobby no congresso pedindo limites para as esperas nas pistas de embarque.

Demora
Os tipos de programas que a American e outras companhias estão instalando não são nem caros demais, nem representam “um enorme avanço” tecnológico. Portanto, poderiam ter sido implementados anos atrás, afirmou Mogel. Impedir que os passageiros fiquem presos dentro de um avião sem decolar “é apenas uma questão de boa ou má vontade” das companhias, acrescentou ele.

As empresas aéreas também prometeram não manter os passageiros parados dentro de aviões nas pistas de embarque depois que um vôo da Northwest Airlines ficou horas aguardando para decolar em Detroit, em 1999, mas depois voltaram a agir de modo relapso.

Monte E. Ford, diretor de informações da American, admitiu que os programas que ajudariam a agilizar a recuperação em dias de tempestades e outras interrupções foram desenvolvidos com excessiva lentidão. “Por que isso não foi feito antes?”, questionou Ford. “Não havia tanta sensação de urgência. Não havia tanta preocupação com os atrasos.”

A American e outras companhias aéreas desenvolveram sistemas de computador de ponta antes de 1990. Mas os investimentos foram reduzidos depois disso, disse ele. Quando ele entrou na empresa em 2001, “os sistemas back-end estavam obsoletos e a rede já estava pequena demais”, acrescentou Ford.

Além disso, quando a American se preparava para fazer grandes investimentos em computadores, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 aconteceram e com eles veio o profundo declínio do setor aéreo. Os gastos com tecnologia foram reduzidos. “Isso mudou nosso perfil de investimento, passando da inovação para a sobrevivência”, explicou Ford.

Tradução: Claudia Freire

One Response to “Plano de Contingência … hein?”

  1. André Nuneson 06 Sep 2008 at 11:47 am

    Considerando que os porta aviões hoje trabalham com maquetes para o controle do tráfego aéreo em suas pistas considero difícil o desenvolvimento de um sistema informatizado eficiente para o controle de tráfego de um aeroporto.

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